Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/1822/31238

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dc.contributor.advisorSilva, João Ricardo Rosmaninho Duarte-
dc.contributor.authorSilva, Adriano José Peixotopor
dc.date.accessioned2014-11-25T09:12:27Z-
dc.date.available2014-11-25T09:12:27Z-
dc.date.issued2014-
dc.date.submitted2014-
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1822/31238-
dc.descriptionDissertação de mestrado integrado em Arquitetura (área de especialização em Cultura Arquitectónica)por
dc.description.abstractNas décadas de 1950 e 1960, num período posterior à segunda Guerra Mundial, impôs-se a reconstrução e reestruturação de muitas cidades afetadas pelos bombardeamentos. Cidades japonesas como Tóquio, Hiroshima e Nagasaki permaneciam parcialmente destruídas embora crescessem demográfica e tecnologicamente como nunca antes. Tal situação revelou-se, então, uma oportunidade para a construção das cidades destes territórios destruídos de uma forma adequada à época, e surgem inúmeros pensadores que se dedicam a defender, discutir e até ficcionar sobre soluções para o problema. Hiroshima é uma das cidades destruídas que na década de 1960 se encontra ainda a recuperar da destruição causada pela bomba nuclear lançada em 6 de Agosto de 1945. O primeiro passo foi dado com a construção do memorial da paz em 1955, desenhado pelo arquiteto Japonês Kenzo Tange, que marca o início de uma nova era para Hiroshima. Antes da Guerra o Japão vive à parte do modernismo sentido no Ocidente e, com o fim da mesma, a paz e a abertura ao mundo industrializado proporcionam a base necessária para a modernização daquele país. Pela influência de arquitetos europeus como Le Corbusier ou Mies van der Rohe, alguns arquitetos Japoneses começam por produzir uma arquitetura modernista que rapidamente se transforma em corrente única influenciada pela cultura local. Num novo movimento guiado pelos mestres locais lança, sobre a prática arquitetónica, novas preocupações como a capacidade de adaptação do objeto ao tempo ou a integração de novas tecnologias (como a prefabricação). Da mesma forma na Europa, nos anos imediatamente a seguir à segunda Guerra Mundial, iniciaram-se os trabalhos de reconstrução sob padrões do movimento moderno. É no entanto no fim dos anos 50 que começam a surgir as ideias mais radicais. Arquitetos como Yona Friedman ou Constant Nieuwenhuys propõem soluções arquitetónicas às correntes dominantes colocando em causa o modo de vida. Estas ideias encontram um paralelismo óbvio com a contestação social da época. É neste contexto que, em 1964, o grupo de arquitetos Ingleses Archigram, formado em 1961, desenvolve a Plug-in city, um conceito de cidade que se caracteriza pela constante transformação através do seu desenvolvimento e substituição dos seus constituintes, elementos que se tornam obsoletos em relação ao intervalo temporal em que se inserem. Este trabalho pretende então interpretar o projeto da Plug-in city, através de um ensaio hipotético sobre a cidade de Hiroshima (destruída em 1945) e partindo do princípio que a sua construção se inicia em 1964 (data do lançamento da ideia pelo grupo). Como consequência da principal característica desse conceito de cidade (Plug-in city), de transformação e adaptação ao tempo, torna-se pois necessária uma análise das várias fases da sua construção e consequente projeção das mesmas. De forma a apresentar esta proposta, é desenvolvido um projeto, Hiroshima 1964, sobre uma cidade inspirada nas ideias de Peter Cook e dos Archigram Plug-in city. Adaptada ao local e sob as orientações do grupo inglês, esta cidade começa a desenvolver-se a partir deste ano, e com vários pontos de situação que a ilustram no intervalo entre 1964 e 2004. À imagem dos métodos utilizados pelo grupo britânico, são também apresentadas publicações periódicas que pretendem defender e apresentar a ideia, caracterizando simultaneamente o contexto da época e a sua influência no desenvolvimento de uma megaestrutura.por
dc.description.abstractIn the 1950s and 1960s, after the destruction caused by the Second World War in Japanese cities like Tokyo, Hiroshima and Nagasaki the demographic and technologic growth, lead towards the reconstruction and restructuring of existing cities in a more appropriate way for the time in question. This circumstances lead to the appearance of architects and thinkers who were dedicated to study, discuss and even fiction about solutions to the problem. Hiroshima is one of the destroyed cities during World War II and in the 1960s is still recovering from the destruction caused by the nuclear bomb dropped on August 6, 1945. The construction of the Peace Memorial in Hiroshima (1955), by Japanese architect Kenzo Tange, marks the beginning of a new era for Hiroshima. Prewar Japan lives apart from the Modern architecture movement, but the end of war, peace and openness towards the Occident societies provided the necessary conditions for the modernization of the country. Under the influence of architects as Le Corbusier or Mies van der Rohe, a wave of Japanese architects begin to produce a modernist architecture, which quickly turned into a single stream influenced by the local culture, and later broke into a new movement led by the metabolists masters, who cast onto architectural practice new concerns as adaptability of the object to time or the integration of new technologies (as prefabrication). In Europe, after Second World War, the reconstruction work began, following the standards of the modern movement, including different improvements. Although it’s in the late 50s when the most revolutionary ideas appear, architects like Yona Friedman and Constant Nieuwenhuys idealized architectural concepts that I distinguish as ideas that radically oppose to the dominant architectural currents, questioning the conventional way of life. These ideas have obvious parallelism with the social contests of the sixties. In 1964, the group of British architects Archigram, formed in 1961, develops Plug-in city, a concept of a city that is characterized by constant change through the development and replacement of its components, elements which become obsolete. This work proposes an interpretation of the Plug-in city, through a hypothetical essay on the city of Hiroshima (destroyed in 1945), assuming that its construction begins in 1964 (date on which the concept is launched by the group). As a consequence to the main features of this concept of city (Plug-in city), transformation and adaptation to time, it is necessary an analysis of the various stages of its construction and the consequent analysis of its stages. In order to present this essay, a project was developed, Hiroshima 1964. A project of a city inspired by the ideas of Archigram in Plug-in city, regarding the adaptation to Hiroshima, Japan, through the guidelines of metabolist group. In a next stage of this process, assuming that this city began to develop from 1964 on, their growth and adaptation to time are checked between 1964 and 2004. Modelled by the method used by the Archigram group, a series of magazines will present the different growth stages of the city, simultaneously analyzing the period of the time and its influence on the development of this megastructure.por
dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.titleRe-construindo Hiroshima 1964-2004: um ensaio projectual sobre um organismo na cidadepor
dc.typemasterThesis-
dc.subject.udc711.4 (521.84)-
dc.identifier.tid201096498-
dc.subject.fosEngenharia e Tecnologia::Engenharia Civilpor
Appears in Collections:BUM - Dissertações de Mestrado
EAAD - Dissertações de Mestrado


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