Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/1822/37459

TitleAnimações e mediações socioculturais: complementaridades teórico-práticas
Author(s)Sarrouy, Alix Didier
KeywordsAnimação sociocultural
Mediação cultural
Prevenção
Complementaridade
Complexidade
Issue date2015
PublisherInstituto Politécnico de Setúbal. Escola Superior de Educação
Abstract(s)Este artigo surge na sequência de uma comunicação apresentada no seminário internacional – Entre a teoria, os dados e o conhecimento: Investigar práticas em contexto –, que decorreu na Escola Superior de Educação (ESE) do Instituto Politécnico de Setúbal, em outubro de 2014. O convite que me foi feito visava uma comunicação focada nas teorias e práticas da animação sociocultural, ao qual tive o prazer de responder afirmativamente. Importa contextualizar porque uma das formações que a ESE oferece é a da Licenciatura em Animação e Intervenção Sociocultural. À partilha da minha experiência académica1 e prática da animação sociocultural decidi juntar a análise da mediação cultural por estarem intimamente conectadas nos terrenos de ação e porque o tema central do meu doutoramento é o estudo comparativo das mediações culturais no ensino da música em contextos socioculturalmente desfavorecidos em Portugal, no Brasil e na Venezuela. A comunicação original foi pensada para um público de estudantes do curso de Animação e Intervenção Sociocultural mas neste artigo abro a reflexão a novos públicos partindo do princípio que todos podemos ser animadores e mediadores socioculturais: por estarmos em sociedade influímos nas mediações que surgem ao animar-se a vida em coletivo.Proponho começar por analisar as origens da animação sociocultural, contextualizando as suas práticas no tempo, no espaço e em função dos públicos-alvo. Passarei depois às definições possíveis da mediação cultural, conceito polissémico tanto na teoria como na prática. Numa segunda fase tentarei exemplificar a complexidade dos trabalhos de animação e mediação socioculturais a duas escalas: macro – correspondente aos aspetos institucionais; e micro – relativo aos aspetos mais interpessoais entre o animador/mediador e os seus públicos. Para terminar, no momento em que escrevo esta proposta de artigo faz duas semanas que aconteceram os atentados de Janeiro 2015 em França. Proponho concluir o artigo inserindo este acontecimento trágico e revelador de problemas socioculturais profundos, sobre os quais os animadores e mediadores podem influir de forma preventiva. Tentaremos entender qual o papel e a responsabilidade dos animadores socioculturais no sentido de prevenir a ocorrência de profundas “frustrações” nos jovens que crescem em meios familiares e sociais extremamente debilitados. Por fim importa falar do pós-tragédia, do futuro, da relevância fulcral que têm os professores, animadores e mediadores na criação de condições básicas para ser-se um cidadão emancipado no seu meio local e global. Permitam-me que faça três salvaguardas: escrevo este artigo baseado na minha experiência profissional de animador sociocultural e de mediador cultural mas também baseado nas minhas investigações de doutoramento; tomarei assumidamente uma postura de defesa dos trabalhos de animação e mediação, partindo das ações mais explícitas mas insistindo no implícito pela subtileza dos aspetos simbólicos; por fim, sendo de origem francesa vou servir-me da realidade no país que melhor conheço, a França, que serve aqui de ponto de partida para uma reflexão possível de adaptar a outros território.
TypeBook part
URIhttps://hdl.handle.net/1822/37459
ISBN978-989-99447-0-1
Peer-Reviewedyes
AccessOpen access
Appears in Collections:CICS-UMINHO - Capítulos de Livros

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