Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/1822/50899

TitleChamada para a América
Author(s)Santos, Maria do Rosário Girão
KeywordsImaginário
Interculturalidade
Diálogo
Mito
Identidade
Imaginary
Myth
Interculturality
Identity
Dialogue
Issue date2016
Abstract(s)Sem descurar o conceito plural de açorianidade(s) e a controversa designação de literatura açoriana, quedar-nos-emos no fenómeno migratório, mais osmótico hodiernamente do que no antanho, e subsequente interculturalidade, à sombra da geocrítica e geopoética. Revisitando a obra de Dias de Melo, Cristóvão de Aguiar, Vasco Pereira da Costa e Onésimo Teotónio Almeida, deparamos com a criação de ‘tipos’ inolvidáveis, passíveis de uma representação plural de duas culturas em movimento. Por um lado, o êxito da aculturação socioeconómica, veiculando quer o dialogismo equilibrado (visível na partilha equânime dos espaços culturais de vivência), quer o conflito assumido, conducente à repulsa pelo lugar de memória, ao repúdio pela língua mátria e à assunção de uma alteridade falaciosa como avatar de uma identidade reprimida; por outro, a temida desterritorialização, tendendo para situações existenciais problemáticas, oscilando entre a urgência de suprir a insuficiência de vida carreada pela insularidade e a sempiterna insatisfação a que preside a nostalgia da Insula. Balizada diacronicamente pelos transportes (do salto ao avião), metonimizada pela variável dimensão dos baús e emblematizada pela inevitabilidade das interferências linguísticas, esta reterritorialização parece firmar a hegemonia da América, contraditada pelo triunfo da Ilha aquando da repatriação, regresso ou retorno, do emigrante/imigrante.
Keeping in mind the plural concept of Azoreanness(es) and the controversial designation of Azorean literature, we will focus on the migratory phenomenon, more osmotic today than in the past, and on its subsequent interculturality, in the light of geocriticism and geopoetics. As we revisit the work of Dias de Melo, Cristóvão de Aguiar, Vasco Pereira da Costa and Onésimo Teotónio Almeida, we are faced with the creation of unforgettable ‘types’ that provide manifold representations of two cultures in motion. On the one hand, the success of socioeconomic acculturation, conveying both a balanced dialogism (visible in the equanimous sharing of cultural living spaces) and an admitted conflict, leading to an aversion to the place of memory, a rejection of the mother tongue and the assumption of a fallacious alterity as the avatar of a repressed identity; on the other hand, the feared deterritorialisation, tending to lead to problematic existential situations, oscillating between an urgency to compensate for the insufficient nature of a life marked by insularity and a sempiternal discontentment determined by the nostalgia of the Insula. Diachronically delimited by the transport available (from the leap to the plane), metonymised by the variable size of the trunks, and emblematised by the inevitability of linguistic interference, this re-territorialisation seems to consolidate the hegemony of America, contradicted by the triumph of the Island at the moment of the repatriation, homecoming or return, of the emigrant/immigrant.
TypeConference paper
DescriptionCentro di Studi Comparati italo-luso-brasiliani Università degli Studi di Perugia
URIhttps://hdl.handle.net/1822/50899
Peer-Reviewedyes
AccessOpen access
Appears in Collections:CEHUM - Artigos em livros de atas

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