Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/1822/76916

TitleFontes de informação e literacia mediática em saúde: um estudo com adolescentes portugueses
Other titlesHealth information sources and media health literacy: a study with Portuguese teenagers
Author(s)Pinto, Diana Patrícia Pires
Advisor(s)Pereira, Sara
KeywordsAdolescência
Fontes de informação
Literacia Mediática em Saúde
Media
Saúde
Adolescence
Information sources
Media Health Literacy
Issue date2-Mar-2020
Abstract(s)A crescente mediatização da nossa sociedade impele a novas abordagens de investigação no que diz respeito ao desenvolvimento na adolescência, nomeadamente ao tema da saúde. Este campo de investigação é extremamente amplo e multidisciplinar sendo, no entanto, unânime a importância do estudo das competências que permitem aos jovens aproveitar o potencial dos media e da informação sobre saúde. Neste contexto, é impreterível aprofundar a investigação sobre a Literacia Mediática em Saúde (LMS) na adolescência a nível nacional e internacional, focando e dando voz aos próprios adolescentes. Inspirado por conceitos e premissas nesta área, este estudo pretende explorar a Literacia Mediática em Saúde num grupo de adolescentes portugueses, na sua relação com os fatores sociodemográficos, as fontes de informação e os comportamentos online e de saúde destes jovens. Para atingir os objetivos desta investigação, o estudo empírico encontra-se dividido em duas partes. A primeira, de cariz quantitativo, recorreu a inquéritos por questionário aplicados a 906 estudantes com idades compreendidas entre 11 e 19 anos de idade (M = 14,14) a frequentar o 7º, 9º e 11º anos de escolaridade em escolas dos distritos de Braga, Porto e Bragança. De modo a complementar e a aprofundar os resultados obtidos na primeira fase, a segunda componente, de natureza qualitativa, recorreu a 9 grupos de foco, abrangendo um total de 72 jovens, que tinham previamente respondido aos inquéritos por questionário. Os resultados revelaram que, de uma grade diversidade de fontes, os pais são o principal meio de informação dos adolescentes para questões de saúde. São eles que os jovens mais procuram e em quem mais confiam. No entanto, a rapidez e comodidade no acesso à informação sobre saúde, associada à possibilidade de confidencialidade e anonimato, aliciam os jovens para a procura de informação online. Embora os adolescentes revelem lacunas relativamente à identificação e à perceção de impacto da informação sobre saúde, os resultados indicam que a capacidade de avaliar criticamente a informação constitui o seu maior desafio. A Literacia Mediática em Saúde revelou-se mais elevada nas raparigas, nos adolescentes com mais escolaridade, nos que conversavam mais com os pais (sobre saúde e media) e nos que obtinham mais frequentemente informação sobre saúde. Além disso, a LMS demonstrou poder contribuir para a promoção comportamentos saudáveis e/ou para a redução de comportamentos de risco. Estes resultados inspiram sugestões para investigações futuras e pistas para a ação, no que diz respeito ao potencial papel dos pais, da escola, dos media (e respetivas campanhas de saúde) e dos próprios adolescentes na promoção da LMS e dos comportamentos de saúde dos jovens.
The growing mediatization of our society compels the adoption of new research approaches regarding the development during adolescence, especially in respect to health. Despite the vast dimension and multidisciplinarity of this field, the importance of studying the skills that enable youths to take advantage of the potential of media and health information is unanimously recognized. In this framework, it is crucial to develop further research on Media Health Literacy (MHL) during adolescence, at national and international levels, highlighting and granting voice to teenagers. Based on concepts and notions of this field, this study aims to explore Media Health Literacy within a group of Portuguese teenagers, and in particular its relation to sociodemographic factors, information sources and health and online behaviors. In order to fulfill the research goals, the empirical study is divided in two parts. The first part, quantitative in nature, consisted of surveys filled by 906 students, between the ages of 11 and 19 years-old, (M = 14,14), attending the 7th, 9th and 11th school years in schools distributed across Braga, Porto and Bragança. In order to complement and deepen the results of the first phase, a second qualitative part used 9 focus groups comprising a total of 72 teenagers whom had previously filled in the surveys. The results showed that, amongst a major diversity of sources, parents are the main information source for teenagers regarding health topics. They are the ones that teenagers seek and trust the most. However, the speed and commodity in accessing information about health, combined with the possibility of confidentiality and anonymity, lures teenagers in seeking information online. Despite the fact that teenagers exhibit voids regarding the identification and perception of the impact of health information, results reveal the ability to critically assess information to be their greatest challenge. Media Health Literacy was shown to be higher in girls, in teenagers with higher education, in youngsters that engaged more often in conversations with their parents (on media and health issues), and in those that more frequently retrieved information about health. Furthermore, MHL was shown to be able to contribute to promoting healthy behaviors and/or reducing risk behaviors. These results inspire further research and action plans in what concerns the potential role of parents, school, media (and respective health campaigns), and teenagers themselves in promoting MLH and health behaviors in teenagers.
TypeDoctoral thesis
DescriptionTese de doutoramento em Ciências da Comunicação
URIhttps://hdl.handle.net/1822/76916
AccessOpen access
Appears in Collections:BUM - Teses de Doutoramento
CECS - Teses de doutoramento / PhD theses
DCC - Teses de doutoramento / PhD theses

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