Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/1822/9519

TitleA economia e a ética : o empobrecimento ético da economia: novos e velhos problemas
Author(s)Costa, Adelino da Silva
Advisor(s)Proença, Margarida
Issue date26-Jun-2009
Abstract(s)A epistemologia positivista assentou num grande equívoco: acreditava poder atingir a verdade a partir de pressupostos bem delineados que faziam com que se pudesse não só inferir a ciência como, também, em fazer a separação entre ciência e não ciência. A ciência estava dentro de fronteiras entre as quais tudo era explicado por leis universais, válidas no tempo e no espaço. A não ciência era formada por questões de gosto e por realidades abstractas, juizos de valor e pela ética. O equívoco vivia de uma forma simbiótica num pretenso mundo de certezas. As ciências sociais em geral (como a ciência económica em particular) cedo fizeram uma aproximação ao positivismo, cuja metodologia e epistemologia estenderam um tapete às novas ciências sociais emergentes. A economia positiva viria a criar uma espécie de «caixa preta» onde tudo se explica a partir de pressupostos aceites e eticamente neutros. Continuava o equívoco pelas ciências sociais. Este equívoco gerado tornou-se visível na adopção de um racionalismo instrumentalizado que faz rapidamente a melhor afectação dos meios mais adequados aos fins a atingir. Tecnicamente eficiente, o instrumentalismo criou um «homo oeconomicus» abstracto, que acaba por nem ser homem nem ser económico: é uma criação abstacta tal como se tornou a ciência moderna. O paradigma homocêntrico que a modernidade criara, mas que o positivismo, paradoxalmente, desnaturalizou é, agora, desconstruído e reconstruído num novo paradigma a partir de outros vectores (também irracionais) que são transversais ao estar no mundo real, ao esforço de busca da verdade, mas agora voltado para o bem-estar do ser humano que tem de ser livre para poder ser responsável e, responsavelmente, poder realizar o que mais valoriza. A liberdade para ser e para agir exige a presença da responsabilidade “ad intra” e “ad extra”: “ad intra” porque ontologicamente fundante e “ad extra” porque constitutiva da justiça e da equidade. Nesta perspectiva, só um espírito de comunidade será capaz de criar o ambiente de realização e felicidade que volatilize os “gaps” que separam o ter e o ser, tornando prioritário o ser humano em todas as suas dimensões. Num ambiente de relações informais, o exercício da liberdade assume ser o exercício legítimo do humanismo solidário no qual cada homem se realiza não só como indivíduo, mas, essencialmente, na sua relação com os outros. Afinal, o racionalismo económico eficiente (que, também, não deixou de criar os seus próprios desperdícios) acaba por ter de aceitar que o bem-estar é muito mais do que «uma fuga para a frentre»: a recuperação do que foi ficando para trás, sobretudo quando é humano, é essencial a todo o progresso de base humana e social.
Positivistic epistemology set on a great ambiguity: believed to hit the truth from well delineated presuppositions that made possible not only to infer the science, but also to make the separation between science and non science. Science was in borders in which everything was explained by universal laws, valid in time and space. Non science was conceived by questions of taste and abstract realities, value judgements and by ethics. The ambiguity existed in a symbiotic way as an alleged world of assurances. Social sciences (like economics in particular) soon made an approach to positivism, which methodology and epistemology spread a carpet to the new born social sciences. The positive economics would create a kind of “black box” where everything is explained by accepted and ethically neutral presuppositions. The ambiguity went on social sciences. This ambiguity became clear through an adoption of an instrumented rationalism that makes quickly the best affectation of proper ways to hit the target. Technically efficient, the instrumentalism created an abstract «homo oeconomicus» that became neither human being, neither economic being: it is an abstract creation such as the modern science became that way. The homocentric paradigm created by modernity, that positivism denaturalised, is now deconstructed and reconstructed in a new paradigm from other vectors (also irrationals) that are transverse at being in the real world, to the effort by pursuing the truth, but now turned to the welfare of the human being that has to be free to be responsible and, responsibly, realise what he most improve. Freedom to be and to act requires responsibility “ad intra” and “ad extra”: “ad intra” because ontologically creative and “ad extra” because constitutive of justice and equity. In this perspective, only the community spirit is able to create an ambient of realisation and happiness that volatilise the “gaps” that separate the owning and the being, becoming the human being prior in all his dimensions. In an informal relationship ambient, the freedom practice assumes be the legitimate practice of solidary humanism in which each man realizes himself not only as individual, but, essentially, in his relationship with others. After all, the efficient economic rationalism (that created it own wastes) ends by accepting that welfare is much more than an «escape forward»: the recovery of what was remaining behind, mainly when is human, is essential to all human and social progress.
TypeDoctoral thesis
DescriptionTese de doutoramento em Ciências Económicas (ramo de conhecimento em Desenvolvimento Económico e Social)
URIhttps://hdl.handle.net/1822/9519
AccessRestricted access (UMinho)
Appears in Collections:BUM - Teses de Doutoramento

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