Aquisição do Português Língua Não Materna por refugiados ucranianos. Um estudo empírico

dc.contributor.advisorFlores, Cristinapor
dc.contributor.authorQuintãos, Maria João Mendespor
dc.date.accessioned2025-04-08T09:07:34Z
dc.date.available2025-04-08T09:07:34Z
dc.date.issued2025-01-03
dc.date.submitted2024-10
dc.description.abstractA invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022 obrigou milhões de ucranianos a abandonar o seu país e procurar refúgio noutros territórios da Europa, sem qualquer previsão de retorno à terra natal. Estes refugiados enfrentam o desafio de se integrar numa nova sociedade, sendo a aquisição da língua do país de acolhimento fundamental para facilitar essa integração e assegurar a sua qualidade de vida. Contudo, o processo de aprendizagem da L2 apresenta obstáculos adicionais, uma vez que, muitos destes indivíduos chegam sem qualquer conhecimento prévio da língua, devido à natureza abrupta e forçada da mudança (Chrabaszcz et al., 2022). Assim, o contexto de migração repentina impõe a definição imediata de metas de aprendizagem, influenciadas por fatores como o nível de escolaridade anterior, a participação em cursos de língua e programas de integração, bem como questões de saúde, particularmente traumas psicológicos resultantes de vivências em contextos prolongados de violência e perigo (van Tubergen, 2010). Este estudo tem como objetivo avaliar o desenvolvimento linguístico de 29 refugiados ucranianos a residir em Portugal, recorrendo a dois instrumentos principais: o teste de proficiência lexical (LextPT) e uma tarefa de imitação provocada (TIP), baseada em Correia, Lobo e Flores (2024). Para além destes instrumentos, foi também aplicado um questionário sociolinguístico detalhado com o intuito de explorar a influência de fatores extralinguísticos na aquisição do português. Os resultados indicam que o tempo de instrução formal em português é o preditor mais significativo para o desempenho no LextPT, com os participantes que receberam mais instrução formal a obterem pontuações mais elevadas. No que se refere ao desenvolvimento morfossintático, a TIP revela que os participantes apresentam melhor desempenho em estruturas de menor complexidade, mas encontram dificuldades em estruturas mais avançadas, como os pronomes clíticos acusativos e o modo conjuntivo. Neste contexto, o tempo de instrução formal e a motivação para aprender a língua surgem como os melhores preditores de desenvolvimento. Comparativamente a crianças bilingues falantes de português, analisadas por Correia et al. (2024), os refugiados demonstram um ritmo mais lento na aquisição das estruturas morfossintáticas, ainda que a ordem de aquisição se mantenha semelhante entre ambos os grupos.por
dc.description.abstractThe invasion of Ukraine carried out by Russia in February 2022 forced millions of Ukrainians to leave their country and seek refuge in other European territories, with no prospect of returning to their homeland. These refugees face the challenge of integrating into a new society, and the acquisition of the host country's language is a fundamental factor in facilitating this integration and ensuring their quality of life. However, the process of learning the L2 presents additional obstacles, as many of these individuals arrive without any prior knowledge of the language, due to the abrupt and forced nature of the displacement (Chrabaszcz et al., 2022). Thus, the context of sudden migration imposes the immediate definition of learning goals, influenced by factors such as previous level of education, participation in language courses and integration programmes, as well as health issues, particularly psychological trauma resulting from experiences in prolonged contexts of violence and danger (Van Tubergen, 2010). This study aims to assess the language development of 29 Ukrainian refugees living in Portugal, using two main instruments: a lexical proficiency test (LextPT) and a provoked imitation task (TIP), based on Correia, Lobo and Flores (2024). In addition to these instruments, a detailed sociolinguistic questionnaire was also administered in order to explore the influence of extralinguistic factors on the acquisition of Portuguese. The results indicate that the length of formal instruction in Portuguese is the most significant predictor of performance on the LextPT, with participants who received more formal instruction obtaining higher scores. As far as morphosyntactic development is concerned, the TIP reveals that refugees perform better in less complex structures, but encounter difficulties in more advanced structures, such as accusative clitic pronouns and the conjunctive mood. In this context, the length of formal instruction and motivation to learn the language stand out as the best predictors of development. When compared to Portuguese-speaking bilingual children analysed by Correia et al. (2024), refugees show a slower rate of acquisition of morphosyntactic structures, although the order of acquisition remains similar between both groups.por
dc.identifier.tid203830482por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1822/95243
dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/por
dc.subjectAquisição de PLNMpor
dc.subjectFatores extralinguísticospor
dc.subjectLéxicopor
dc.subjectMorfossintaxepor
dc.subjectRefugiados ucranianospor
dc.subjectAcquisition of Portuguese as a non-native languagepor
dc.subjectExtralinguistic factorspor
dc.subjectLexiconpor
dc.subjectMorphosyntaxpor
dc.subjectUkrainian refugeespor
dc.subject.fosHumanidades::Outras Humanidadespor
dc.titleAquisição do Português Língua Não Materna por refugiados ucranianos. Um estudo empíricopor
dc.typemasterThesiseng
dspace.entity.typePublicationen
sdum.degree.grade19 valorespor
sdum.uoeiInstituto de Letras e Ciências Humanaspor
thesis.degree.grantorUniversidade do Minhopor
thesis.degree.nameMestrado em Português Língua Não Maternapor

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