As montras das mortes na Póvoa de Varzim

The displays of death in Póvoa de Varzim
dc.contributor.authorLuderer, Cynthiapor
dc.date.accessioned2025-05-23T12:47:29Z
dc.date.available2025-05-23T12:47:29Z
dc.date.issued2025-05-15
dc.descriptionA "Passeio - Plataforma de Arte e Cultura Urbana" é uma plataforma do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS).por
dc.descriptionContem versão em inglêspor
dc.description.abstractO título aqui expresso poderia estar vinculado a mais um excêntrico capítulo emplacado às rotinas urbanas contemporâneas. No entanto, ainda que seja passível haver episódios estonteantes no município da Póvoa de Varzim no tocante à morte, frustro o leitor que busca uma narrativa com algum espírito sensacionalista. Por sua vez, arrisco em dizer que o tema que lanço possa ser visto por muitos como curioso, ou mesmo excêntrico. Tratar da morte é um exercício ocasional para grande parte das pessoas, mas há profissionais que seguem essa prática em sua rotina, inclusive atuam em ambientes que vibram em torno dos óbitos. No entanto, é comum que essa sombra da vida seja esgueirada dos nossos olhares. Uma dinâmica compreensível quando pensamos nas diferentes estratégias criadas pelo ser humano para negar esse destino certeiro (Morin, 1970). Quando a morte bate à porta, os mais reflexivos podem questioná-la com o apoio dos filósofos, percebendo diferentes máximas diante dos (des)caminhos que a morte nos impõe (Critchley, 2020). Os campos da História e da Arte também oferecem fontes para refletirmos sobre a nossa finitude e até mesmo a banda desenhada, mais especificamente a personagem “Dona Morte”, de Maurício de Sousa (Araújo, 2022), apresenta o tema para o público infantil de modo chistoso. [...] Além dessa panóplia de indicadores que sinalizam a morte e como ela se emaranha às nossas vidas, indico outras esquinas onde podemos encontrá-la. Para tanto, seguiremos para as ruas da Póvoa de Varzim, onde as fotografias de pessoas falecidas são impressas em folhas brancas e anexadas em distintas vitrines espalhadas pela cidade. Cabe dar atenção que essas imagens a ilustrar o morto, selecionadas pela família do mesmo, são registos captados do período de vida do falecido. É válido salientar esse mote, pois, diferente de nossa conduta contemporânea, retratar o morto é algo naturalizado e adotado em outros tempos e lugares (Hermosilla & Krause, 2022).por
dc.description.abstractThe title here displayed could be linked to yet another eccentric chapter in contemporary urban routines. However, even though there may be some breathtaking episodes in Póvoa de Varzim when it comes to death, I might frustrate readers looking for a narrative with some tabloid flavour. At the same time, I dare say that the theme herein discussed may be seen by many as curious, or even eccentric. To deal with death is an occasional exercise for most people, but some professionals follow this practice in their routine, even working in environments that revolve around death. However, it is common for this shadow of life to be hidden from our gaze. An understandable dynamic when we think of the different strategies created by human beings to deny this certain destiny (Morin, 1970). When death knocks at the door, the more reflective can question it with the support of philosophers, perceiving different maxims in the face of the (un)paths that death imposes on us (Critchley, 2020). The fields of history and art also offer us sources to reflect on our finitude and even comic books, more specifically the character “Dona Morte”, by Maurício de Sousa (Araújo, 2022), present the subject to children in a playful way. [...] In addition to this plethora of indicators that point to death and how it becomes entangled in our lives, I will point out other corners where we can find it. To do so, we'll head to the streets of Póvoa de Varzim, where photographs of deceased people are printed on white sheets and attached to different storefronts throughout the city. It should be noted that these images illustrating the deceased, selected by their family, are records taken during the deceased's lifetime. It is worth highlighting this fact because, unlike our contemporary conduct, portraying the dead is naturalized and adopted in other times and places (Hermosilla & Krause, 2022).por
dc.description.sponsorshipEste trabalho é financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do financiamento do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) 2025-2029por
dc.distributioninternationalpor
dc.identifier.citationLuderer, C. (15, maio de 2025). As montras das mortes na Póvoa de Varzim. Passeio - Plataforma de Arte e Cultura Urbana. https://www.passeio.pt/galeria/as-montras-das-mortes-na-povoa-de-varzim/por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1822/95712
dc.language.isoporpor
dc.peerreviewednopor
dc.relation.publisherversionhttps://www.passeio.pt/galeria/as-montras-das-mortes-na-povoa-de-varzim/por
dc.rightsopenAccesspor
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/por
dc.subjectPasseiopor
dc.subjectCultura urbanapor
dc.subjectUrban culturepor
dc.subjectPóvoa de Varzimpor
dc.subjectMontraspor
dc.subjectVitrinespor
dc.subjectStorefrontspor
dc.subject.fosCiências Sociais::Ciências da Comunicaçãopor
dc.titleAs montras das mortes na Póvoa de Varzimpor
dc.title.alternativeThe displays of death in Póvoa de Varzimpor
dc.typeotherpor
dspace.entity.typePublicationen
oaire.versionAMpor

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