Ciências da computação de Alan Turing: Uma viagem pessoal

dc.contributor.authorValença, José Manuel Esgalhadopor
dc.date.accessioned2021-02-08T15:32:41Z
dc.date.available2021-02-08T15:32:41Z
dc.date.issued2019-12-19
dc.description.abstract[Excerto] O moderno cientista da computação, interessado na correção dos seus artefatos, navega num terreno construído sobre as respostas a algumas questões fundamentais. Primeiro ele/ela pode perguntar “O que é demonstrável, refutável ou decidível?”, imediatamente seguido de “O que é inconsistente e o que pode ser validado?”. Mais ainda, é seguro dizer que, quando comparado com o âmbito do artefacto, ele/ela terá sobretudo que basear-se em respostas a outra questão “o que é que se pode aprender?”. Finalmente, quando o interesse se estende à segurança do artefacto e à privacidade do utilizador, o cenário é complicado por questões adicionais, nomeadamente “O que é aleatório? O que é obscuro e à prova de fuga, no sentido da teoria da informação?”. Através de toda a paisagem da Ciência e Engenharia da Computação (CEC) podem detetar-se as pegadas de Turing, algumas desmaiadas, mas outras muito claras e incisivas. Nesta breve monografia tentarei delinear algumas dessas pegadas, escolhendo aquelas que eu acredito serem as mais significativas para a minha visão da CEC. A questão que mais interessou Turing não foi nenhuma das anteriores mas antes O que é computável e, de entre essas ‘coisas computáveis’, o que é fazível? É bem conhecido o papel de Turing (Turing 1936; Soare 2016) na construção de uma resposta pelo menos à primeira parte da questão. A fazibilidade das computações veio mais tarde e é o domínio da Teoria da Complexidade; a sua importância e o papel de Turing foram reconhecidos há algum tempo (Hartmanis 1994). Algumas décadas antes, o início do Séc. XX viu o florescimento de novos fundamentos para o pensamento matemático: a axiomatização dos conjuntos de Zermelo-Fraenkel, construtivismo & intuicionismo e os problemas de decisão de Hilbert são alguns dos programas2 desta era; para além do seu impacto na matemática como um todo, estes programas tiveram um efeito direto nos fundamentos da CEC; de facto, podemos dizer que estes “são” três quartos dos fundamentos da CEC, o restante quarto sendo, obviamente, a computabilidade. [...]por
dc.distributionnationalpor
dc.identifier.citationValença, J. M. (2019). Ciências da computação de Alan Turing: Uma viagem pessoal. In Espírito Santo, J. (ed.), Alan Turing: cientista universal (p. 207-213). UMinho Editora. doi: https://doi.org/10.21814/uminho.ed.5por
dc.identifier.eisbn978-989-8974-03-7
dc.identifier.isbn978-989-8974-02-0
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1822/70123
dc.language.isoporpor
dc.peerreviewedyespor
dc.publisherUMinho Editorapor
dc.relation.publisherversionhttps://ebooks.uminho.pt/index.php/uminho/catalog/view/5/8/183-1por
dc.rightsopenAccesspor
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/por
dc.subject.fosCiências Naturais::Ciências da Computação e da Informaçãopor
dc.titleCiências da computação de Alan Turing: Uma viagem pessoalpor
dc.typebookPartpor
dspace.entity.typePublicationen
oaire.citationEndPage213por
oaire.citationStartPage207por
oaire.versionVoRpor
sdum.bookTitleAlan Turing: cientista universalpor

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