O currículo como cultura de reparação histórica

dc.contributor.authorPacheco, José Augusto
dc.contributor.authorSousa, Joana Raquel Faria
dc.date.accessioned2025-10-07T13:43:55Z
dc.date.issued2025
dc.description.abstract[Excerto] Introdução: As Primeiras Nações são realidades bem evidentes em diversos países colonizados ao longo de vários séculos, com destaque para o Canadá e para a Austrália. O mesmo se passa com o Brasil e com tantos outros países que têm povos originários, cujos pontos de vista sobre questões sociais, culturais e históricas devem ser incluídos no currículo da escolaridade obrigatória. Trata-se da defesa dos direitos de autodeterminação e soberania de comunidades indígenas que estão na base da formação de uma nação, reconhecendo-se não só a sua legitimação cultural e política, mas também o modo como tem sido discutida a cultura de reparação, que não fica unicamente por pedidos de desculpa às gerações afetadas ou pela devolução de bens culturais. Não podendo ser o colonialismo um assunto tabu, do qual não é conveniente falar, é essencialmente através da educação escolar que parte dessa reparação pode ser feita, inserindo-se no currículo temáticas sobre a compreensão intercultural e o respeito pelos direitos humanos, para além de uma abordagem crítica ao nível do conhecimento escolar. Mesmo ao nível da História, não é crível ter uma posição absoluta ou desligada da conexão espácio-temporal, na medida em que não existe uma única visão paradigmática, nem tão-pouco um único discurso para lá da globalização, como evidencia Conrad (2019) através da noção de entrelaçamento, que promove uma integração de várias estruturas que dão origem a mobilidades, à circulação, a interconexões e a transferências, com efeitos profundos na sociedade, como são reconhecidos pelos estudos pós-coloniais, a partir da valorização dos contextos locais e suas identidades, ou pelos estudos decoloniais que contestam “as implicações da epistemologia ocidental/colonial, que se pretende única e universal” (Pavan & Tedeschi, 2024, p. 1). Deste modo, os estudos pós-coloniais, pela perspetiva de Conrad (2017), permitem a compreensão quer das complexidades das interações, quer das dinâmicas de intercâmbio cultural, quer ainda das estruturas de poder colonial desiguais. [...]
dc.description.sponsorshipEste trabalho é financiado pelo CIEd - Centro de Investigação em Educação do Instituto de Educação da Universidade do Minho (UID/01661), através de fundos nacionais da FCT/MCTES-PT, nomeadamente do Programa Plurianual de Financiamento de Unidades de I&D.
dc.distributioninternational
dc.identifier.citationPacheco, J. A., & Sousa, J. (2025). O currículo como cultura de reparação histórica. In A. Risso, M. Peralbo, J. C. Brenlla, L. Almeida, & B. Silva (Coord.), Aportes en Psicología evolutiva y de la educación (pp.354-364). Universidade da Coruña, Servizo de Publicacións. https://doi.org/10.17979/spudc.9788497499095
dc.identifier.isbn978-84-9749-909-5
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1822/97277
dc.language.isopor
dc.peerreviewedno
dc.publisherUniversidad de A Coruña
dc.relation"UID/01661"
dc.relation.hasversionhttps://doi.org/10.17979/spudc.9788497499095
dc.rightsopenAccess
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/
dc.subject.fosCiências Sociais::Ciências da Educação
dc.subject.odsEducação de qualidade
dc.titleO currículo como cultura de reparação históricapor
dc.typebookPart
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.endPage364
oaire.citation.startPage354
oaire.versionhttp://purl.org/coar/version/c_970fb48d4fbd8a85

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