A presença de ‘Fausto’ na literatura e cultura inglesas – revisitando adaptações da lenda e interpretações do mito
| dc.contributor.author | Guimarães, Paula Alexandra | por |
| dc.date.accessioned | 2020-01-07T16:59:48Z | |
| dc.date.available | 2020-01-07T16:59:48Z | |
| dc.date.issued | 2020 | |
| dc.description.abstract | Uma das lendas mais duradouras do folclore ocidental e também um dos temas mais recorrentes da literatura moderna, versa, curiosamente, sobre um notório necromante e astrólogo alemão que teria vendido a sua alma ao diabo em troca de maior poder e mais conhecimento, transformando-se numa das figuras mais reinterpretadas da nossa cultura. Não é difícil pensar nos muitos antecedentes (e versões) que existem para a lenda do Pactuante nas diversas tradições que sustentam o nosso imaginário, associadas ao mal da soberba. Se entendermos o fulcro de Fausto como uma hybris, em rutura aberta com os deuses ou o Deus-pai, na sua procura de exceder os limites impostos, o Doutor tem importantes predecessores (ou Pré-faustos), quer na vertente judaico-cristã, quer na clássica. À semelhança de outras lendas e mitos que, de alguma forma, exaltam o potencial humano e a capacidade do homem se aproximar de Deus ou dos deuses – como o mito de Prometeu – Fausto foi uma das figuras na qual a era Romântica reconheceu a sua mente e alma verdadeiras. Como acontece com aquela figura, o seu nome faz-nos pensar num determinado dom, o daqueles que ‘pensam ou percebem antes’ ou por antecipação. Apesar de tudo, tal como Prometeu, Fausto é aquele que não cede no seu desejo, mesmo sabendo de antemão o seu destino. Na sua aguda autoconsciência e também na sua endémica crise de identidade, a figura continuaria a atrair diversos escritores e artistas ao longo dos tempos.Esta tradição de pré-Faustos acabou também, assim, por gerar descendentes, pós-Faustos ou neo-Faustos, nomeadamente no espaço muito particular da anglofonia, como é nosso propósito demonstrar. | por |
| dc.identifier.citation | Guimarães, Paula Alexandra (2020). A Presença de ‘Fausto’ na Literatura e Cultura Inglesas – Revisitando Adaptações da Lenda e Interpretações do Mito. In Alberto F. Araújo, Rogério de Almeida e Marcos Beccari (orgs.), O Mito de Fausto. Vol.3 de Mitos da Pós-Modernidade. São Paulo: FEUSP. | por |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1822/63013 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.publisher | Universidade de São Paulo. Faculdade de Educação (FEUSP) | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.subject | Mito | por |
| dc.subject | Lenda | por |
| dc.subject | Fausto | por |
| dc.subject | Literatura inglesa | por |
| dc.subject.fos | Humanidades::Línguas e Literaturas | por |
| dc.title | A presença de ‘Fausto’ na literatura e cultura inglesas – revisitando adaptações da lenda e interpretações do mito | por |
| dc.type | bookPart | por |
| dspace.entity.type | Publication | en |
| oaire.version | AO | por |
| sdum.bookTitle | O Mito de Fausto. Vol.3 de Mitos da Pós-Modernidade | por |
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