Luzes, câmara, ciência: a representação da ciência no cinema independente

Lights, camera, science: the representation of science in independent cinema
dc.contributor.advisorRuão, Teresapor
dc.contributor.authorFelgueiras, Edite Pradopor
dc.date.accessioned2025-06-16T15:39:23Z
dc.date.available2025-06-16T15:39:23Z
dc.date.issued2024-07-18
dc.date.submitted2024-05
dc.description.abstractUm dos maiores desafios que os investigadores enfrentam hoje prende-se com a comunicação efetiva de conceitos complexos para audiências não especializadas. No entanto, evidências empíricas mostram que ao empregarem meios audiovisuais, estes investigadores conseguem não apenas envolver a audiência visual, auditiva e emocionalmente, mas também alcançar um público mais alargado. Esta interseção entre ciência e audiovisual remonta, aliás, aos primórdios do cinema, quando o cinematógrafo emergiu das investigações científicas de Eadweard Muybridge e Etienne-Jules Marey, voltadas para o estudo do movimento animal, no final do século XIX. Algumas décadas volvidas, chegamos hoje àquela que é apelidada de ‘Era Dourada’ da ciência no cinema, onde filmes como Avatar (2009) e Jurassic World (2015), que têm a ciência e a tecnologia na base dos seus argumentos, figuram entre os maiores sucessos de bilheteira de todos os tempos. Contudo, a influência da ciência na sociedade não se limita aos avanços tecnológicos, estendendo-se aos valores, atitudes e práticas sociais e culturais, impulsionada pela disseminação da cultura científica nos meios de comunicação e entretenimento. Neste quadro, questionamo-nos: como está o cinema a influenciar o imaginário que temos da ciência? Embora vários académicos tenham explorado esta questão nas últimas décadas, pouca atenção foi dada a um domínio em ascensão: o cinema independente. Ao contrário das produções comerciais, o cinema ‘indie’ oferece espaço para abordagens inovadoras e narrativas não convencionais, cativando um público em busca de alternativas à cultura de massas. Este estudo visa precisamente identificar as representações da ciência em filmes independentes, servindo-se das 239 curtas-metragens de animação, ficção e documentário, submetidas em 2023 ao Braga Science Film Fest, festival internacional de cinema de ciência. A análise procurará compreender como o cinema independente retrata conceitos científicos complexos, cientistas e o processo científico em geral, identificando temas e campos de investigação mais frequentes nestas narrativas cinematográficas. Numa perspetiva científica, este estudo procurará oferecer uma análise mais aprofundada e contextualizada do papel do cinema independente na comunicação de ciência.por
dc.description.abstractOne of the greatest challenges researchers face today lies in effectively communicating complex concepts to non-specialized audiences. However, empirical evidence shows that by employing audiovisual means, these researchers not only engage the audience visually, auditorily, and emotionally but also reach a broader audience. This intersection between science and audiovisual media dates back to the early days of cinema when the cinematograph emerged from the scientific investigations of Eadweard Muybridge and Etienne-Jules Marey, focused on the study of animal motion in the late 19th century. Decades later, we arrive at what is known as the 'Golden Age' of science in cinema, where films like Avatar (2009) and Jurassic World (2015), rooted in science and technology, rank among the highest-grossing films of all time. However, the influence of science extends beyond technological advancements, encompassing values, attitudes, and social and cultural practices, driven by the dissemination of scientific culture in media and entertainment. In this context, we ask: how is cinema influencing our perception of science? While several scholars have explored this question in recent decades, little attention has been given to a rising domain: independent cinema. Unlike commercial productions, ‘indie’ cinema offers space for innovative approaches and unconventional narratives, captivating an audience seeking alternatives to mainstream culture. This study aims to precisely identify representations of science in independent films, drawing on the 239 short animated, fictional, and documentary films submitted to the 2023 Braga Science Film Fest, an international science film festival. The analysis will seek to understand how independent cinema portrays complex scientific concepts, scientists, and the scientific process in general, identifying recurring themes and fields of research in cinematic narratives. From a scientific perspective, this study will aim to provide a deeper and more contextualized analysis of the role of independent cinema in science communication.por
dc.identifier.tid203886798por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1822/96175
dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/por
dc.subjectCinema e ciênciapor
dc.subjectCinema independentepor
dc.subjectComunicação de ciênciapor
dc.subjectRepresentações da ciênciapor
dc.subjectCinema and sciencepor
dc.subjectIndependent cinemapor
dc.subjectRepresentations of sciencepor
dc.subjectScience communicationpor
dc.subject.fosCiências Sociais::Ciências da Comunicaçãopor
dc.titleLuzes, câmara, ciência: a representação da ciência no cinema independentepor
dc.title.alternativeLights, camera, science: the representation of science in independent cinemapor
dc.typemasterThesiseng
dspace.entity.typePublicationen
sdum.degree.grade19 valorespor
sdum.uoeiInstituto de Ciências Sociaispor
thesis.degree.grantorUniversidade do Minhopor
thesis.degree.nameMestrado em Comunicação de Ciênciapor

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Dissertação de mestrado