A experiência prisional na reinserção social: uma análise comparativa entre grupos de reclusos adultos e jovens adultos

Prision experience on social reintegration: a comparative analysis between adult and young inmate groups
dc.contributor.advisorGomes, Sílviapor
dc.contributor.advisorCunha, Manuela Ivone P. dapor
dc.contributor.authorRodrigues, Ana Rita Ferreirapor
dc.date.accessioned2018-01-24T11:29:16Z
dc.date.issued2017
dc.date.submitted2017
dc.description.abstractEm Portugal são escassos os estudos sobre a reinserção social, sendo pertinente perceber de que forma os reclusos percecionam tanto o contexto prisional como o contexto de pós reclusão. Neste sentido esta dissertação investigou as perceções dos reclusos sobre a reinserção social, tendo em consideração a sua experiência prisional (primários ou reincidentes). Com o objetivo de analisar especificidades e convergências entre reclusos, com diferentes idades, face à reinserção social, de forma comparada, recorreu-se a uma metodologia qualitativa com recurso à análise de conteúdo de 22 entrevistas realizadas a reclusos, do sexo masculino, primários e reincidentes, em diferentes estratos etários (jovens adultos e adultos) nos Estabelecimentos Prisionais do Porto e Lisboa. Em particular, exploraram-se (i) as trajetórias de vida dos reclusos primários e reincidentes de modo a compreender possíveis aspetos que possam ter influenciado a sua (re) envolvência no crime; (ii) a forma como os quatro grupos sociais em análise percepcionam a sua reinserção social em contexto prisional e (iii) como percecionam a sua reinserção social no exterior. Concluímos nas trajetórias de vida destes indivíduos que um abandono escolar muito precoce, convivência em ambientes propícios às práticas criminais, assim como a influência de pares, tanto na escola como nos ambientes habitacionais, tiveram grande influência no início dos atos transgressivos, alguns em idade muito jovem. As dificuldades económicas nesta investigação aparecem também como um dos maiores sinais, não só para o início dos atos transgressivos como também o propiciador de uma nova envolvência criminal pós reclusão. Outro dos pontos em destaque é relativo ao acompanhamento da população reclusa por parte dos técnicos, que é visto por essa população como escasso e que faz com que os reclusos se sintam pouco apoiados e assim acabam por não perspetivar nenhum tipo de preparação para a reinserção dentro e fora da prisão. As expectativas pós reclusão centraram-se sobretudo na família e no trabalho, no entanto vêm como maior dificuldade/obstáculo encontrar um novo trabalho pelo facto de terem um registo criminal pautado pelo cumprimento de pena efetiva de prisão e aí ocorrerem situações de discriminação, dificultando o recomeço das suas vidas.por
dc.description.abstractIn Portugal, studies on social reintegration are scarce, and it is pertinent to understand how prisoners perceive both the prison context and the context of post-seclusion. In this sense, this dissertation investigated the perceptions of prisoners on social reinsertion, taking into account their prison experience (primary or recidivist). In order to analyze specificities and convergences between inmates, with different ages, compared to social reintegration, a qualitative methodology was used, based on the content analysis of 22 interviews conducted with inmates, male, primary and recidivists, in different age groups (young adults and adults) at Porto and Lisbon prison establishments. In particular, (i) the life trajectories of primary and repeat offenders were explored in order to understand possible aspects that may have influenced their (re) involvement in crime; (ii) how the four social groups in analysis perceive their social reinsertion in a prison context and (iii) how they perceive their social reinsertion abroad. We conclude that in the life trajectories of these individuals that a very early school leaving, coexistence in environments conducive to criminal acts, as well as the influence of peers, both in school and in the housing environments, had a great influence in the beginning of the transgressive acts, some in very young age. On this investigative mnemonic, the economic difficulties also appear as one of the greatest signs, not only for the beginning of the transgressive acts but also the propitiator of a new criminal involvement after seclusion. Another of the highlights is related to the monitoring of the prison population by the technicians, which is seen by this population as scarce and that makes the prisoners feel little supported and thus do not see any kind of preparation for reinsertion inside and out of prison. Post-seclusion expectations are focused mainly on family and work, but it is more difficult to find a new job because they have a criminal record based on an effective prison sentence and there are situations of discrimination, making it more difficult to restart their lives.por
dc.identifier.tid201830582por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1822/49601
dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPrisãopor
dc.subjectReinserção socialpor
dc.subjectIdadepor
dc.subjectReincidênciapor
dc.subjectPrisonpor
dc.subjectSocial reinsertionpor
dc.subjectAgepor
dc.subjectRecidivismpor
dc.subject.fosCiências Sociaispor
dc.titleA experiência prisional na reinserção social: uma análise comparativa entre grupos de reclusos adultos e jovens adultospor
dc.title.alternativePrision experience on social reintegration: a comparative analysis between adult and young inmate groupseng
dc.typemasterThesiseng
dspace.entity.typePublicationen
sdum.degree.grade18 valorespor
sdum.uoeiInstituto de Ciências Sociaispor
thesis.degree.grantorUniversidade do Minhopor
thesis.degree.nameMestrado em Crime, Diferença e Desigualdadepor

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Dissertação de mestrado