As crianças de pais com vulnerabilidade de saúde mental: implicações e respostas centradas na família

dc.contributor.advisorSerrano, Ana Mariapor
dc.contributor.advisorCaires, Susanapor
dc.contributor.authorCardoso, Ana Isabel Fragapor
dc.date.accessioned2018-02-27T15:27:11Z
dc.date.available2021-01-01T07:01:09Z
dc.date.issued2017
dc.date.submitted2017
dc.description.abstractOs dados existentes revelam que os sintomas de vulnerabilidade de saúde mental (VSM) na população mundial estão a aumentar. Este panorama também conduz ao surgimento de palavras como “invisíveis” e “esquecidas”, que, apesar de possuírem uma forte conotação, descrevem a situação de crianças que vivem em contextos de VSM parental. Em Portugal, a Intervenção Precoce na Infância (IPI), que assenta em práticas centradas na família (PCF), surge como o principal apoio capaz de dar resposta a estas crianças e famílias, ainda que, nem todas possam ter igual acesso a esta, devido aos critérios de elegibilidade para a IPI. Esta investigação tem como finalidade compreender o contexto familiar de crianças filhas de pais com VSM e conhecer as respostas existentes no apoio à parentalidade e desenvolvimento destas crianças. Com metodologia qualitativa de estudos de caso múltiplos, foram selecionadas três famílias com um progenitor com doença mental, tendo sido realizadas entrevistas semiestruturadas a três mães com depressão, bem como, aos profissionais de IPI que acompanham estas famílias. Os resultados deste estudo empírico revelam que a doença mental parental tem implicações não só nas mães, mas também nos filhos, e em todo o sistema familiar, na medida em que compromete o exercício da parentalidade, assim como, leva a uma incompreensão da doença mental parental, à expressão de sentimentos negativos e à parentificação por parte dos filhos, tornando-os vulneráveis à doença mental. O número de fatores de risco associados a estas famílias é significativamente maior do que os fatores de proteção. Existe uma necessidade de formação especializada em IPI e de sensibilização dos profissionais para esta problemática, pois verificam-se lacunas na intervenção com base em PCF, assim como, na adequação da intervenção à situação de VSM das famílias. Este estudo sugere, por fim, a pertinência e necessidade da articulação entre os serviços de IPI e de Saúde Mental e Psiquiatria, bem como, da inclusão deste fator de risco parental como critério de elegibilidade único e independente de outros fatores de risco.por
dc.description.abstractThe existing data demonstrate that the symptoms of mental health vulnerability in the world population are increasing. This scenario also leads to words such as "invisible" and "forgotten", which, despite having a strong connotation, describe the situation of children in the context of parents’ mental health vulnerability. In Portugal, the Early Childhood Intervention (ECI), which is based on a family-centered practices intervention, emerges as the main support capable of responding to these children and families, although not all can have equal access to this response because of the eligibility criteria for ECI. This research aims to understand the family background of children with parents with mental health vulnerability and meet existing responses in supporting parenting and the development of these children. With the qualitative methodology of multiple case studies, three families with a parent with mental illness have been selected, and semi-structured interviews have been made to three mothers with depression, as well as to ECI professionals that monitor these families. The results of this empirical study show that parental mental illness has implications on the mothers, the children, and the whole family system, in so far as it compromises the exercise of parenting, as well as leads to a misunderstanding of parental mental illness, the expression of negative feelings and parentification by children, making them vulnerable to mental illness. The number of risk factors associated with these families is significantly higher than the protective factors, jeopardizing their family resilience. There is a need for specialized ECI training and awareness for professionals in this area, as there are gaps in intervention based on family-centered practices, as well as in the adaptation of the intervention to the situation of the families’ mental health vulnerability. This study also suggests the relevance and necessity of coordination between ECI, Mental Health and Psychiatry services as well as the inclusion of this parental risk factor as unique eligibility criteria and independent of other risk factors.por
dc.identifier.tid201851288por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1822/51132
dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectCrianças invisíveispor
dc.subjectCrianças de pais com vulnerabilidade de saúde mentalpor
dc.subjectDoença mental parentalpor
dc.subjectIntervenção precoce na infânciapor
dc.subjectPráticas centradas na famíliapor
dc.subjectInvisible childrenpor
dc.subjectChildren with parents with mental health vulnerabilitypor
dc.subjectParental mental illnesspor
dc.subjectEarly interventionpor
dc.subjectFamily-centered practicespor
dc.subject.fosCiências Sociaispor
dc.titleAs crianças de pais com vulnerabilidade de saúde mental: implicações e respostas centradas na famíliapor
dc.typemasterThesiseng
dspace.entity.typePublicationen
sdum.degree.grade19 valorespor
sdum.uoeiInstituto de Educaçãopor
thesis.degree.grantorUniversidade do Minhopor
thesis.degree.nameMestrado em Educação Especial (área de especialização em Intervenção Precoce)por

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Dissertação de Mestrado