O bullying e o karate em idade escolar: impactos entre pares
Bullying and school-age karate: peer impacts
| dc.contributor.advisor | Pereira, Beatriz | por |
| dc.contributor.advisor | Figueiredo, Abel Aurélio Abreu de | por |
| dc.contributor.author | Simões, Hugo Alexandre dos Santos | por |
| dc.date.accessioned | 2022-01-13T13:48:53Z | |
| dc.date.available | 2022-01-13T13:48:53Z | |
| dc.date.issued | 2022-01-12 | |
| dc.date.submitted | 2021 | |
| dc.description.abstract | O bullying apresenta-se como um fenómeno social com implicações severas na realidade presente e futura dos seus intervenientes. É uma das principais causas de episódios de violência e de intimidação entre pares em idade escolar. Este tipo de agressões que envolvem ações repetidas e prolongadas no tempo a vítimas que não se conseguem defender, são resultado de uma conjuntura interpessoal favorável à sua continuidade. O karate, enquanto modalidade marcial de interpretação psicomotricial revela nos seus praticantes a possibilidade de desenvolver um conjunto de competências biopsicossociais transversais ao desenvolvimento infantil, concomitantemente ao desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e valores necessários à sua prática. Autoeficácia, autoconfiança, construção de um retrato empático pelo oponente (aquele que me ajuda a treinar e é ao mesmo tempo o alvo do meu treino), consciência moral e ética pelas ações tomadas e sentimento de pertença a um grupo que se rege por valores universais de humanidade, solidariedade e participação, são alguns dos contributos que nos são sugeridos na sua prática regular quando devidamente enquadrada. Foram objetivos desta tese de doutoramento efetuar uma revisão sistemática da literatura sobre artes marciais & desportos de combate e o bullying em idade escolar; identificar e caracterizar relações entre a prática de karate e as respostas psicossociais dos intervenientes no bullying, e descrever e analisar a distribuição das respostas de praticantes e não praticantes de karate face ao fenómeno de bullying associados aos seus comportamentos, zonas-alvo de vitimação e relações de amizade. Para este efeito, desenvolvemos um estudo baseado numa metodologia quantitativa. Utilizámos os questionários em formato digital de autorrelato “Bullying – Agressividade entre crianças e jovens no espaço escolar” e “Caracterização Socio-Marcial” para comparar os dados obtidos entre praticantes e não praticantes de karate. Participaram neste estudo 336 crianças, 79 karatecas (24%) e 257 não praticantes de karate (76%). A idade variou entre 10 e 15 anos (M=12,4; dp=1,714), sendo 53,0% do sexo masculino. A amostra foi de conveniência e a participação das crianças e jovens foi voluntária. A recolha de dados foi realizada na zona centro de Portugal, em centros de prática de karate e em escolas públicas do 2º e 3º ciclo do ensino básico. Os dados foram apurados por intermédio de estatística descritiva (média, desvio padrão e distribuição de frequência). Para testar a normalidade dos dados foi utilizado o teste Kolmogorov-Smirnov e o teste qui-quadrado verificou as relações entre os dados quantitativos categóricos relativos à proporção de crianças que responderam às questões de vitimação, agressão e observação de agressividade entre pares. Em todas as análises adotou-se o nível de significância de 5%, utilizando o programa estatístico SPSS. Os resultados globais obtidos permitem-nos afirmar que a prática de karate, enquanto Arte Marcial & Desportos de Combate, promove alterações genericamente positivas no léxico biopsicossocial das crianças e adolescentes que as praticam. Os resultados sugerem ainda três condições psicossociais que distinguem os praticantes dos não praticantes de karate no fenómeno de bullying: são mais resilientes no processo de vitimação, menos agressivos e mais proactivos na ajuda à vítima. Quando analisado sob o ponto de vista comportamental e de principais zonas-alvo do processo de vitimação e agressão a prática de karate pode ter um efeito significativamente protetor nos comportamentos de vitimação física e tendencionalmente protetor, nos comportamentos de vitimação relacional. Por último, as vítimas de ações de bullying reconhecem nos karatecas o potencial de minimização de novos episódios de agressão em contexto escolar, pelo que não deverá ser descurado o papel promotor de segurança adicional que os karatecas podem ter na vida psicossocial destes adolescentes, bem como um sentimento suplementar de proteção a agressões futuras. | por |
| dc.description.abstract | Bullying presents itself as a social phenomenon with severe implications for the present and future reality of its actors. It is one of the main causes of episodes of violence and intimidation among school-age peers. This type of aggression involving repeated and prolonged actions in time to victims who cannot defend themselves are the result of an interpersonal conjuncture favorable to their continuity. Karate, as a martial modality of psychocomotricial interpretation reveals in its practitioners the possibility of developing a set of biopsychosocial skills transversal to child development, concomitantly with the development of knowledge, skills and values necessary for its practice. Self-efficacy, self-confidence, building an empathic portrait by the opponent (the one who helps me train and is at the same time the target of my training), moral and ethical awareness by the actions taken and feeling of belonging to a group that is governed by universal values of humanity, solidarity and participation, are some of the contributions that are suggested to us in their regular practice when properly framed. The objectives of this doctoral thesis were to conduct a systematic review of the literature on martial arts & combat sports and bullying at school age; identify and characterize relationships between karate practice and psychosocial responses of bullied actors, and describe and analyze the distribution of responses of practitioners and non practitioners of karate in the face of the phenomenon of bullying associated with their behaviors, target zones of victimization and friendship relationships. To this end, we have developed a study based on a quantitative methodology. We used the self-report digital questionnaires "Bullying – Aggressiveness between children and young people in the school space" and "Socio-Martial Characterization" to compare the data obtained between practitioners and non-practitioners of karate. 336 children participated in this study, 79 karatekas (24%) and 257 non-karate practitioners (76%). Age ranged from 10 to 15 years (M=12.4; SD=1.714), 53.0% of which were male. The sample was of convenience and the participation of children and young people was voluntary. Data collection was carried out in the central area of Portugal, in karate practice centers and in public schools in the 2nd and 3rd cycle of basic education. The data were calculated using descriptive statistics (mean, standard deviation and frequency distribution). To test the normality of the data, the Kolmogorov-Smirnov test was used and the chi-square test verified the relationships between categorical quantitative data related to the proportion of children who answered the questions of victimization, aggression and observation of aggressiveness between peers. In all analyses, the significance level of 5% was adopted using the Statistical Program SPSS. The overall results obtained allow us to affirm that the practice of karate, as Martial Art & Combat Sports, promotes generically positive changes in the biopsychosocial lexicon of children and adolescents who practice them. The results also suggest three psychosocial conditions that distinguish practitioners from non-practitioners of karate in the phenomenon of bullying: they are more resilient in the victimization process, less aggressive and more proactive in helping the victim. When analyzed from the behavioral point of view and of the main target zones of the process of victimization and aggression, the practice of karate can have a significantly protective effect on the behaviors of physical and biased ly protective victimization, in relational victimization behaviors. Finally, victims of bullying actions recognize in karatecas the potential to minimize new episodes of aggression in the school context, so the additional security-promoting role that karatecas can have in the psychosocial life of these adolescents should not be neglected, so that a supplementary feeling of protection against future aggressions should not be neglected. | por |
| dc.identifier.tid | 101414803 | por |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1822/75481 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ | por |
| dc.subject | Bullying | por |
| dc.subject | Karate | por |
| dc.subject | Vitimação | por |
| dc.subject | Agressão | por |
| dc.subject | Relações de amizade | por |
| dc.subject | Victimization | por |
| dc.subject | Aggression | por |
| dc.subject | Friendship relationships | por |
| dc.subject.fos | Ciências Sociais::Ciências da Educação | por |
| dc.title | O bullying e o karate em idade escolar: impactos entre pares | por |
| dc.title.alternative | Bullying and school-age karate: peer impacts | por |
| dc.type | doctoralThesis | eng |
| dspace.entity.type | Publication | en |
| sdum.degree.grade | Muito bom | por |
| sdum.uoei | Instituto de Educação | por |
| thesis.degree.grantor | Universidade do Minho | por |
| thesis.degree.name | Doutoramento em Estudos da Criança (especialidade de Educação Física e Saúde Infantil) | por |
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